Brasil e Síria querem promover o ensino de idiomas
O ministro brasileiro da Educação, Fernando Haddad, e o embaixador sírio em Brasília, Ali Diab, querem promover o estudo do árabe em universidades do Brasil e do português em instituições do país árabe. Os dois países já têm um acordo de cooperação educacional assinado. Da Agência de Notícias Brasil-Árabe, 2/12/2005
Os governos do Brasil e da Síria querem estimular o estudo do árabe em universidades brasileiras e do português em universidades sírias. Este foi o tema de uma reunião segunda-feira (28/11) entre o ministro brasileiro da Educação, Fernando Haddad, e o embaixador do país árabe em Brasília, Ali Diab.
De acordo com informações do Ministério da Educação (MEC), Haddad se comprometeu a fazer um levantamento sobre as instituições federais de ensino superior que já ensinam o árabe, trabalho que será feito pela Secretaria de Educação Superior e pela assessoria internacional da pasta. A embaixada prometeu fazer o mesmo do lado sírio.
Sempre segundo o ministério, após os levantamentos, o MEC e a embaixada planejam "formalizar instrumentos de promoção do intercâmbio entre universidades, professores e estudantes das duas línguas". Estas atividades, de acordo com o MEC, estão previstas em um programa de cooperação na área de educação e cultura que foi assinado pelos dois países, quando da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Síria em dezembro de 2003.
Desde 1997, no entanto, já existe um acordo de cooperação educacional entre a Síria e o Brasil. O plano ratificado em 2003, segundo o MEC, detalha as áreas de interesse comum, como intercâmbio de pesquisas científicas, educação a distância, erradicação do analfabetismo, informática, história e geografia, entre outras.
Cúpula
No início do ano de 2005, porém, o assunto voltou a ganhar força, quando o Conselho dos Embaixadores Árabes no Brasil propôs ao então ministro Tarso Genro a ampliação do ensino do árabe em escolas e universidades brasileiras, idéia que foi muito bem recebida por Genro.
O intercâmbio nesta área entrou, inclusive, na pauta da cúpula dos países árabes e sul-americanos, realizada em maio em Brasília. A declaração final da cúpula sugere que os países promovam a cooperação acadêmica e educacional por meio da concessão de bolsas de estudos e outras atividades, como a organização de conferências e seminários sobre assuntos de interesse comum.
Na época, Genro disse à ANBA que, além da Síria, países como a Tunísia e a Argélia já haviam manifestado interesse em promover o intercâmbio de professores e estudantes.
Fonte: Agência de Notícias Brasil-Árabe [http://www.anba.com.br/noticia.php?id=9374]
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