Mapa Mundial dos Conflitos

 

Da Geopolítica à Geocultura: A Nova Paisagem dos
Conflitos Internacionais

Sem necessariamente cair na fábula do “Choque de Civilizações”, há de reconhecer a radical mudança ideológica que vem caracterizando (a análise de) as relações entre países, estados e nações. O novo paradigma hegemônico, oferecido para a compreensão da estrutura simbólica que sustenta a paisagem social mundial, não considera mais o político, no seu sentido tradicional, como principal motor da História, mas sim as sensibilidades e as suscetibilidades culturais, étnicas e identitárias próprias a nossa época contemporânea.

Esta suposta passagem da Geopolítica à Geocultura vem reconfigurando, abruptamente, o mapa dos conflitos no mundo e reformulando os múltiplos discursos belicosos que os insuflam. Não se trataria mais de lutas legítimas ou confrontos racionais em torno de princípios sociais, políticos e/ou econômicos, mas sim de sangrentos enfrentamentos tribais, alegadamente inevitáveis, devido à impossibilidades de convivência de certas civilizações e à natureza intrinsecamente conflituosa de certos grupos culturais.

Apesar de não abraçar o dogma ideológico em questão nem crer nas suas profecias auto-comprovadas, nos parece interessante realizar um levantamento dos conflitos a caráter cultural, étnico ou religioso ocorrendo pelo mundo (ver o mapa) para, em seguida, conferir a presença, no Brasil, das comunidades correspondentes às regiões problemáticas e, assim, avaliar o potencial de conflituosidade existente em nosso território. Ainda mais que o Brasil, em função de sua recente formação histórica e sua atual inserção no sistema-mundo contemporâneo, é notadamente marcado pela multiplicidade de quadros identitários de pertencimento e de lealdade de sua população.

Ou seja, ao sobrepor o mapa mundial dos conflitos em curso ao mapa brasileiro da diversidade nacional, cultural, étnica e/ou confessional, se pretende conseguir uma cartografia espacial e temporal viva dos possíveis e latentes conflitos que a nossa sociedade atual incuba. Sendo o acompanhamento e a análise da mídia comunitária desses grupos um revelador operacional e confiável para a leitura e a interpretação dos dados cartográficos obtidos do cruzamento proposto.

Não se trata de suspeição injustificada ou estigmatização de grupos sociais inteiros em função de sua origem nacional, horizonte cultural ou crença religiosa, mas apenas a elaboração de um parâmetro epistemológico instrumental que permita o acompanhamento das relações inter-culturais vividas em nossa sociedade e a apreensão de certos aspectos nevrálgicos de sua dinâmica interna.

Sem necessariamente cair na fábula do “Choque de Civilizações”, há de reconhecer a radical mudança ideológica que vem caracterizando (a análise de) as relações entre países, estados e nações. O novo paradigma hegemônico, oferecido para a compreensão da estrutura simbólica que sustenta a paisagem social mundial, não considera mais o político, no seu sentido tradicional, como principal motor da História, mas sim as sensibilidades e as suscetibilidades culturais, étnicas e identitárias próprias a nossa época contemporânea.

Esta suposta passagem da Geopolítica à Geocultura vem reconfigurando, abruptamente, o mapa dos conflitos no mundo e reformulando os múltiplos discursos belicosos que os insuflam. Não se trataria mais de lutas legítimas ou confrontos racionais em torno de princípios sociais, políticos e/ou econômicos, mas sim de sangrentos enfrentamentos tribais, alegadamente inevitáveis, devido à impossibilidades de convivência de certas civilizações e à natureza intrinsecamente conflituosa de certos grupos culturais.

Apesar de não abraçar o dogma ideológico em questão nem crer nas suas profecias auto-comprovadas, nos parece interessante realizar um levantamento dos conflitos a caráter cultural, étnico ou religioso ocorrendo pelo mundo (ver o mapa) para, em seguida, conferir a presença, no Brasil, das comunidades correspondentes às regiões problemáticas e, assim, avaliar o potencial de conflituosidade existente em nosso território. Ainda mais que o Brasil, em função de sua recente formação histórica e sua atual inserção no sistema-mundo contemporâneo, é notadamente marcado pela multiplicidade de quadros identitários de pertencimento e de lealdade de sua população.

Ou seja, ao sobrepor o mapa mundial dos conflitos em curso ao mapa brasileiro da diversidade nacional, cultural, étnica e/ou confessional, se pretende conseguir uma cartografia espacial e temporal viva dos possíveis e latentes conflitos que a nossa sociedade atual incuba. Sendo o acompanhamento e a análise da mídia comunitária desses grupos um revelador operacional e confiável para a leitura e a interpretação dos dados cartográficos obtidos do cruzamento proposto.

Não se trata de suspeição injustificada ou estigmatização de grupos sociais inteiros em função de sua origem nacional, horizonte cultural ou crença religiosa, mas apenas a elaboração de um parâmetro epistemológico instrumental que permita o acompanhamento das relações inter-culturais vividas em nossa sociedade e a apreensão de certos aspectos nevrálgicos de sua dinâmica interna.



Etni-cidade