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Internacionalismo Nacional Proletário
No presente capítulo, Daniel Patrick Moynihan trata
primordialmente da questão da autodeterminação (self-determination),
relacionando-a com a ex-URSS, e apontando as contradições
criadas pelo comunismo leninista a partir do conceito. Discute
a autodeterminação nacional, particularmente como definir este
termo e os enigmas legais internacionais. O nacionalismo
também é ponto de discussão fundamental no texto,
principalmente em relação ao comunismo das repúblicas
soviéticas.
A definição encontrada no Oxford English Dictionary afirma que
autodeterminação é “a ação das pessoas para decidir sua
própria forma de governo; com determinação livre, postulado
como um direito.” A partir desse conceito, Moynihan vai
desenvolver a sua idéia, ligando-a ao nacionalismo e ao
internacionalismo proletário.
Marx e Engels, assim como os demais comunistas, suportariam
movimentos nacionalistas, mas permaneceriam acima do
nacionalismo, sendo imunes a ele. Moynihan afirma que, como
todos pudemos constatar, essa imunidade quebrou, ou seja, o
comunismo soviético chegou ao fim.
Para Lênin e Marx, o internacionalismo proletário era o ponto
central de discussão, e o nacionalismo apenas era uma
distração temporária, sendo a nação uma categoria da época do
capitalismo. O socialismo iria superar isto. Para o marxismo,
o movimento do internacionalismo proletário era uma força
irresistível que levaria a humanidade a um inevitável próximo
e final estágio da História. Tudo isso, segundo Moynihan,
obscurece a realidade de um contínuo conflito étnico,
nacionalista e religioso.
Com o fim da URSS, começa-se a perceber mais explicitamente as
contradições da doutrina de autodeterminação nesse Estado.
Afirma-se que a União Soviética nunca foi uma união no
verdadeiro sentido da palavra. Era um Estado unitário com um
centro imperial sempre operando para realizar seus objetivos,
em muitos casos indo contra os interesses das repúblicas.
Este centro era baseado somente na força, com o seu complexo
militar-industrial, seus órgãos de Segurança do Estado e com o
Exercito. Quando essas fundações ruíram, o centro começou
catastroficamente o seu colapso. Não foi possível
ressuscita-lo, pois na verdade, isto iria contradizer os
princípios de liberdade e democracia, como afirmou Askar
Akayev, o novo presidente da República do Kirquistão.
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